Fobia social - A dolorosa experiência de estar com o outro.
- Elaine Tessarioli
- 22 de jan. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de fev. de 2022

Estamos vivendo em um tempo tão positivo, em que tudo dá certo... Será mesmo?
Agitação, produção, cobranças, sempre a espera de um desempenho melhor, de trocas interpessoais globais, de liberdade, sucesso e de uma felicidade tão intensa.
Mas, cada pessoa será impactada por essas novas urgências de uma forma singular. Para alguns será muito fácil e confortável seguir este novo ritmo, como se este, fosse o único caminho a seguir, mas para outras pessoas isso será muito difícil, muito mesmo.
Tão difícil que os transtornos psicológicos e psiquiátricos estão cada vez mais frequentes e em idade cada vez mais cedo.
Diante desta necessidade constante e diária de exposição de si mesmo e do estabelecimento de contato com o outro, identificamos muitos quadros de fobia social, na tentativa frenética de evitar o outro e resguardar-se em si mesmo.
Sentindo que está na contramão de toda essa expectativa social, familiar, que espera e valoriza o enfrentamento e a reação ativa - as pessoas sentem-se inadequadas, desvalorizadas e insuficientes.
E pensando em expectativas, desvelamos um aspecto importante desta sintomatologia: a insegurança. O medo de errar, o medo do que o outro está pensando e a impressão de ter que atender à expectativa do outro.
E assim, observando de forma vigilante, não querendo frustrar uma expectativa imaginária, acaba por trair a si mesmo e a supervalorizar o mundo exterior. A fobia social é o imperativo do outro sobre o eu. E muitas vezes aprendemos que deve ser desta forma e incorporamos a legitimação dos desejos alheios sobre o nosso.
Neste tratamento há verdades que precisam ser confrontadas, brechas mentais e emocionais que precisam ser criadas para que, de fato, a pessoa possa se ver e venha a existir com liberdade e autenticidade.



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