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A existência Borderline.

  • Foto do escritor: Elaine Tessarioli
    Elaine Tessarioli
  • 14 de out. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 14 de fev. de 2022




Consideramos que os pacientes que apresentam um quadro Borderline poderiam ser compreendidos como pessoas impedidas de uma existência objetivamente real... Residiria neste ponto a grande dificuldade em lidar com os acontecimentos. Os pacientes com este quadro tendem a apresentar aspectos bastante similares em sua conduta.


Algumas características desta estrutura são bem específicas como: a busca de afeto incondicional, com garantias de receber um amor sem limites pré-estabelecidos e que garantam o atendimento das suas necessidades, uma visão muito negativa de si mesmo, pouca conexão entre ações e sentimentos e fata de segurança pessoal.


A voracidade e a intensidade dirigida ao outro normalmente tendem a afastar as pessoas e assim, acarretam frustrações impactantes. Contraditoriamente, o desejo idealizado não é satisfeito e o vazio é um sentimento bastante recorrente e doloroso.


Identificamos muita dependência em encontrar a aceitação dos outros, em detrimento da concepção de uma auto imagem positiva com reconhecimento, aceitação e valorização de si mesmo. Os pacientes relatam perceber que possuem reações muito exageradas, com expressões macicas de raiva e que podem ser dirigidas aos outros e contra si mesmos.

As discussões técnicas sobre as possibilidades e impedimentos ao tratamento dos pacientes que trazem uma inconstância relacional tão intensa estaria, primariamente, na dificuldade da garantia do estabelecimento de um bom vinculo terapêutico.


Mas, percebemos que a vinculação com o analista será a ferramenta fundamental para a geração de mudanças e de experiências transformadoras - com um existir mais positivo e integrado.


O psicoterapeuta deverá ser mais ativo e disponível, com grande capacidade de estabelecer empatia e oferecer a possibilidade de re-significar experiências primárias não vividas através de um holding e de um espelhamento mais consistente e continente do ser do paciente.


I


 
 
 

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